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terça-feira, 2 de novembro de 2010

Eu Te Amo Se Diz Agora

‎Com todo respeito aos que se foram,
Mas as homenagens e flores,
Os beijos e amores,
Os infindáveis "Eu te amo",
Os joelhos diante de seus corpos,
Não deveriam ter sido feitos em vida?
Com todo respeito, eu repito,
Mas não vejo sentido em quase nada
De repente tornam-se santos, ao partir!
Eu te amo é aqui e agora,
Eu te amo não se joga fora,
Os ouvidos de quem foi já não podem mais ouvir!

(Gláucia Carvalho - 02-11-10)

Hoje é o chamado "Dia de Finados". Os cemitérios ficam cheios. De gente. De lágrimas. De flores. E, principalmente, de palavras que deveriam ter sido ditas, mas que esperaram pelo dia seguinte que não chegou a nascer...
O poema acima - da minha mana mais que amiga Gláu - é perfeito para hoje e para todos os dias.
Quem me conhece sabe o quanto eu gosto de dizer, o quanto eu gosto de expressar em gestos, palavras e atitudes os sentimentos pelas pessoas que tocam meu coração. E o tempo é agora! Enquanto elas estão aqui, enquanto elas podem ouvir, enquanto podemos sorrir - ou chorar - juntas, enquanto o coração bater...
Que os "Eu te amo" sejam ditos enquanto puder haver um abraço e que as flores sejam entregues diretamente nos braços de quem se ama e deseja agradar.
E por falar em flores, se quiser, leia o que penso sobre elas aqui.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O Silêncio É Semente

Eu procuro uma canção
dentro de mim,
Mas nada vem. Estou mudo.
Este silêncio é cortante, pontudo;
Dele nascerá um jardim.

Desta semente silenciosa
Brotarão botões de rosa
Pousarão mil borboletas
Pretas, azuis, violetas.

Neste canteiro, um girassol,
Ervas de cheiro, um pôr de sol;
O mundo inteiro
Pára pra ouvir o rouxinol
Cantar certeiro
Em sustenido e bemol.

(Silvestre Kuhlmann)


Que delícia de poema do meu amigo Sil. Junto com a Gláu, ele é um dos poetas-compositores mais inspirados que tenho lido nos últimos anos. Quando não sei o que dizer, eles já disseram por mim :-)

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Blogagem Coletiva - "Abre Aspas II"


É a primeira vez que participo de uma Blogagem Coletiva e agradeço à Lunna pela oportunidade.

Como a proposta hoje é postar poemas de poetas não muito conhecidos, escolhi uma das minhas poetisas preferidas da atualidade: Gláucia Carvalho (foto ao lado).

Cantora e compositora de Brasília, é uma das minhas amigas-irmãs. Nasceu em 12/08/1968. É mãe de Murilo e Luísa. Filha de Onésimo e Gercira. Irmã de Rogério, Claudinha (que já se foi, mas que ficou pra sempre) e Rodrigo. Amiga de muitos; de todos que a ela se chegam. Quem quiser saber como a vejo, pode ler aqui.

Apesar de não ter livro publicado, foi com certa dificuldade que escolhi o poema abaixo (por serem tantos que já escreveu e tantos que amo). Espero que gostem!

********************

Gente

Gente que se vai, gente que se foi

Tantos que passaram e quantos tantos passarão

Pela vida, pela estrada, por caminhos meus

Uns com jeito de até logo, outros num adeus

Como eu já perdi, ou como já ganhei, se eu fui bem mais

Que um a mais nas vidas que passei

Que levaram um pouco, ou muito do que ofereci

Digitais ou dígitos na hora de partir

Gente é sempre igual, carência, sonho, sensação

E nada compra, mede, impede, sua grande aspiração

De querer ser mais que um, de ser um nome para alguém

E eu posso ser um marco bom

Ou uma grande cicatriz

Se eu contribuo, bem ou mal

Se vão num adeus, ou pedem “bis”

(Gláucia Carvalho)

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Leve É A Pena


Você é passarinho, eu sou poeta
Vai, voa ligeiro, alcança sua meta
Mas nunca se esqueça:
Sou sua metade

Sua pena voa, a minha escreve
Torna eterno
O que é terno e breve
O momento, a emoção
que invade o peito
E quando me pega de jeito,
me leva leve

Como leve é a pena!

(Silvestre Kuhlmann)

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

A Saudade Mata A Gente...


Hoje faz dois anos que minha querida amiga Claudinha Carvalho foi levada pelo Senhor. As lágrimas se fazem mais grossas, mas a saudade é a mesma. O texto abaixo foi escrito pela Gláu, no ano passado, quando esteve na beira de uma praia, onde Claudinha gostaria de ter vivido sua vida. Sabemos que hoje ela está num lugar incomparavelmente melhor! E é para lá que os que têm Jesus como Salvador estão indo também! Ela apenas chegou primeiro do que nós. Mas como diz a Gláu sempre: “a saudade mata a gente, morena..."

Parece que foi ontem,
Parece que é agora,
Como se é aqui, como se era outrora...
As junções das dores dela nas minhas,
A libertação dela na minha,
A alegria da vinha...Da vinda! Do vinho...
Do reencontro, do momento em que sou eu!
Os caminhos que me trazem aqui,
Terra santa, criada por Deus,
São a certeza da máxima nesta vida:
Tudo se converge para Ele!
Os que são d'Ele, os que não são,
Os sonhos meus!

(Gláucia Carvalho)

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Menina


Cadê você, menina?
Menina que sonha, que sabe, que crê
Menina que segue firme o caminho
E as flores não deixa de ver.
Cadê você, menina?
Cadê o sorriso, a leveza, a certeza?
A força que emana da alma que ama?
Cadê você, menina? Onde foi se esconder?
Debaixo da cama, ou na sombra da noite?
No beco que chora, na tarde sombria?
Volta, menina, que o tempo não pára;
As linhas do rosto já estão a brotar;
Cabelos de prata começam a brilhar
E o corpo cansado quer desanimar.
Volta e me conta como é que se faz
Como é dar pirueta e lançar-se ao léu
Como rir do futuro, lambuzar-se de mel
Esperar dias lindos quando a noite é cruel.
Volta e recita aquela prece de amor
Renova a alegria, arranca o torpor
Sacode a poeira, dá um chute na dor
E canta comigo com todo ardor.

(Denize Lopes Menezes)

terça-feira, 1 de maio de 2007

Navegando... Com Deus!


"...Navegar à deriva de Deus
é estar seguro, até no caos...
É estar num mar de tantos cais...
É velejar macio, em brisas e sons
e seguir entregando o leme, as rotas e dons
pra Quem tem oceanos de vida pra dar...!
Toda glória a Ele, Pai, Porto,
meu lugar de ancorar..."

(Gláucia Carvalho)

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Soneto Para Claudinha

O meu amigo e poeta Silvestre Kuhlmann escreveu esse lindo soneto para o dia de aniversário da saudosa Claudinha Carvalho.
Valeu, Sil. Ficou lindo!


Hoje não chora. Alegre, comemora.
Não ora mais, pois fala face a face;
Realizou-se o esperado enlace
E junto a seu Amado agora mora.

Por Claudia era na terra conhecida;
Mas na pedrinha branca está escrito
Um nome novo, muito mais bonito,
Que dEle recebeu,agradecida.

Ninguém mais sabe o nome, é segredo.
A História deles não tem fim e é linda;
Pois eterno é o Amor do Autor do enredo.

Aqui na terra a vida, um dia, finda;
E aos braços dEle eu irei, sem medo.
E, festejando, ela estará ainda!