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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Oração-Poema Por Brasília Na Seca

Ah! Senhor, alivia essa seca da terra,
da garganta, da pele, dos olhos...
Abre o céu e faz chover, aos molhos,
água pura e cristalina.
Molha o vermelho do barro,
alivia o vermelho da retina
que chora essa dura rotina
de ter água só no jarro.
Tira o cinza que macula o azul
desse céu tão bem talhado.
Tira o cheiro de queimado
que assola o solo do cerrado.
E mesmo que seja quimera
- por ainda não ser primavera -,
perfuma o ar de jasmim...
Molha minha Brasília com chuvas
abundantes, refrescantes.
Gosto tanto dela assim...


(Nane Sylvestre / manhã de 15-09-2011)


**Foto de Kenia Ribeiro: um recorte do Eixo Monumental (próximo à Torre de TV), pouco divulgado e pouco conhecido, principalmente para os que não conhecem Brasília ou os que nela moram sem a conhecer...

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Muito Mais Que Uma Música De Natal

"Ah... Ela é toda música!
Ela é tom certo, nota precisa,
Som mais puro.
Quando seus acordes
- dos céus vindos -
Soam em nossos ouvidos
- bem-vindos -,
Tudo se faz claro
No mais profundo escuro..."


Te amo, mana que faz trilha sonora para minhas (in)certas horas :-)
Obrigada por você existir e com sua voz e dom insistir em lembrar-me, com suas músicas, que se Deus "brilha mais que o sol", porque temer as nuvens das circunstâncias?
Obrigada pelos acordes nas acordadas horas... Obrigada por agora!
(madrugada de 21.12.10)
*Homenagem-agradecimento a Gláucia Carvalho,
minha amiga-irmã de coração e de alma *

sábado, 18 de outubro de 2008

Parabéns, Médicos!

Bendito o médico, cuja pureza do branco está mais presente no coração do que no jaleco...
Bendito o médico, cujas palavras buscam mais acalmar temores do que comunicar diagnósticos...
Bendito o médico, cujas mãos procuram primeiro um aperto de mão ou um abraço, antes de assinar guias ou receitar medicamentos...
Bendito o médico, cujo ideal primeiro é conseguir o bem-estar dos pacientes, antes de alcançar títulos e honrarias...
Bendito o médico, cujo coração ainda se emociona com as lágrimas do próximo, ainda que conviva com elas no dia-a-dia...
Bendito o médico, enfim, cuja inteligência reconhece que os instrumentos em suas mãos têm mais valor quando eles próprios são instrumentos nas mãos de Deus!

*Tenho orgulho de ser irmã de uma médica (foto) que possui todos os requisitos acima para ser bendita!

sábado, 19 de janeiro de 2008

ManAmiga

Quando ela chega, o sol inunda o lugar.
Mesmo que esteja entre as nuvens do chorar.
Quem a conhece, não esquece!
Sua presença aquece o coração
De quem sabe o que é ser amigo
De quem vê na amizade
Não um negócio, mas abrigo.
Minha mana mais que mana
Mistério de amizade nascida
Antes de sermos uma para a outra;
Antes de sermos conhecidas...
Porque Deus assim escreveu
Desde antes, muito antes:
“Vão ser amigas-irmãs, essas meninas”.
Ela e eu!

(Nane - 18/01/2008)

Ah! Como é bom ter amigos para amar e por eles ser amada! O poema acima é dedicado a alguém muito especial que entrou na minha vida para trazer só alegria: minha mana Crixxxzzz, minha amiga Cristininha. Com ela, sou quem eu sou não quem eu acho que tenho que ser. Com ela, meus sorrisos são mais... são gargalhadas. Com ela, minhas lágrimas correm soltas, sem medo de cair. Amiga e irmã por opção... de Deus! Foi Ele quem nos deu uma à outra e a Deus eu sou grata por mais um ano de vida que Ele deu a esse presente em forma de gente!
"Tiamuti, mana!"

domingo, 13 de janeiro de 2008

A Um Amigo Recente Que Se Fez Antigo


Foi num dia de verão que nem tava tão quente...
Esse menino apareceu, assim, de repente.
E num instante fez-se eterno
Com seu olhar sincero e terno
Desmontou paradigmas virtuais
Despertou sentimentos reais
Desses que não se compram em lojas
Desses que se doam em laços
E se aprofundam em abraços
Trocados mesmo em pensamentos
Antes do toque dos braços
Antes do ataque dos ventos
Assim ele foi ficando
Foi semeando, cativando
E mesmo quando o verão passar
O que ele plantou não vai murchar
Pois o que se planta com emoção,
É como as flores do campo e os baobás:
Permanecem em qualquer estação.
(Nane - feveveiro/2007)
Gosto de homenagear pessoas com palavras. Mas gosto de fazer enquanto há vida; enquanto há dias pra se viver. Homenagens póstumas podem ser bonitas, válidas, mas quem mais precisava ouvi-las talvez nunca tenha sentido sequer o calor do abraço de quem o homenageou.
O poema acima foi escrito apenas 1 mês após conhecer Leri Machado (músico talentoso, baixista dos melhores, amigo "Pequeno Príncipe", coração maior do que o peito). Publico aqui o que o homenageado já leu há 1 ano simplesmente para que mais pessoas continuem acreditando que há, sim, sentimentos reais e verdadeiros em meio aos engarrafamentos caóticos da vida (real ou virtual)!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Amigas Para Sempre!


“Sem perceber
Devagar você entrou na minha vida;
Conquistou o seu espaço dia-a-dia.
Entrou no meu coração e ali ficou.
Você mostrou
Que amizade é muito mais que um sentimento;
Partilhou comigo bons e maus momentos;
Mesmo longe, seu carinho perto está.

Amigas, sim... para sempre vamos ser;
Com o coração se vê, quando um amigo longe está.
Amigas, sim... e amigas pra valer.
Sentimento que não há um outro igual.
Minha amiga, você é especial!

Amigos são
Como estrelas numa noite sem luar:
Trazem luz quando é difícil caminhar;
E pra mim você tem brilho sem igual.
Distâncias não
São barreiras para amigas como nós.
Seu sorriso, seu abraço, sua voz
Estão na memória e vão permanecer.

Amigas, sim... sem o amanhã temer;
A distância não se vê quando o pensamento é um.
Amigas, sim... mais chegadas que irmãs.
Amizade que traduz o amor real.
Minha amiga, você é especial.”


(Nane, 1995)


Fiz este poema, pensando em amigos que nem sempre estão por perto geograficamente, mas sempre estarão perto da minha história, da minha vida. O original está no masculino (para abranger amigos e amigas), mas neste post está no feminino, pois é dedicado a quatro amigas que traduzem com o amor e a amizade que dedicam a mim o que tentei colocar no papel um dia...
Amígola Gláu, Crixxxzzz, Ruby e Jack: AMO VOCÊS!! A saudade aumentou depois do fds de novembro, em Santo André!!

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

De Repente... Gláucia


De repente ela canta,
E seu canto ecoa
Por todos os cantos
E assim ela voa...
Voa longe, distante
E percorre, errante,
Ouvidos e mentes...
Com traços marcantes,
Transforma sementes
Em lindos compassos,
Em [e]ternos abraços
De repente... num instante

De repente ela é musa,
Num repente é amiga
As palavras... não usa
Sempre as junta em cantiga
Planta amor e carinho
Como flores num horto
Corações são seu ninho
E o seu oferece de porto
Onde tantos e vários
De muitos lugares
Passam horas, meses, anos
Sem querer voltar pros mares.

Numa dessas marés
Que a vida nos apresenta
Aportei no seu coração
Se era maré mansa ou violenta...
Isso... lembro não
Só sei que depois que aparece
Ela começa a fazer falta
É que ela é amiga que aquece
Na maré baixa... na maré alta
Até se não tem maré...
Como faz falta essa menina
Que quando chega... Já É!

Mais chegada que irmã,
Em hora incerta, é ombro certo
Faz da noite, clara manhã
Amiga de alma, de longe, de perto.
Porque perto ela permanece
Mesmo se distante do olhar
De qualquer geografia se esquece
Quando o assunto é amar.
Irmã dos braços dos amigos
Menina dos olhos de Deus
Amiga dos recentes, dos antigos
A todos ela chama de seus.
E de repente ela canta
E não tem quem também não cante
Porque sua música - divina - encanta...
De repente... num instante

Nane (tarde de 12-08-06, niver da Gláu)

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Soneto Para Claudinha

O meu amigo e poeta Silvestre Kuhlmann escreveu esse lindo soneto para o dia de aniversário da saudosa Claudinha Carvalho.
Valeu, Sil. Ficou lindo!


Hoje não chora. Alegre, comemora.
Não ora mais, pois fala face a face;
Realizou-se o esperado enlace
E junto a seu Amado agora mora.

Por Claudia era na terra conhecida;
Mas na pedrinha branca está escrito
Um nome novo, muito mais bonito,
Que dEle recebeu,agradecida.

Ninguém mais sabe o nome, é segredo.
A História deles não tem fim e é linda;
Pois eterno é o Amor do Autor do enredo.

Aqui na terra a vida, um dia, finda;
E aos braços dEle eu irei, sem medo.
E, festejando, ela estará ainda!