Mostrando postagens com marcador da minha pena. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador da minha pena. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Oração-Poema Por Brasília Na Seca

Ah! Senhor, alivia essa seca da terra,
da garganta, da pele, dos olhos...
Abre o céu e faz chover, aos molhos,
água pura e cristalina.
Molha o vermelho do barro,
alivia o vermelho da retina
que chora essa dura rotina
de ter água só no jarro.
Tira o cinza que macula o azul
desse céu tão bem talhado.
Tira o cheiro de queimado
que assola o solo do cerrado.
E mesmo que seja quimera
- por ainda não ser primavera -,
perfuma o ar de jasmim...
Molha minha Brasília com chuvas
abundantes, refrescantes.
Gosto tanto dela assim...


(Nane Sylvestre / manhã de 15-09-2011)


**Foto de Kenia Ribeiro: um recorte do Eixo Monumental (próximo à Torre de TV), pouco divulgado e pouco conhecido, principalmente para os que não conhecem Brasília ou os que nela moram sem a conhecer...

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Muito Mais Que Uma Música De Natal

"Ah... Ela é toda música!
Ela é tom certo, nota precisa,
Som mais puro.
Quando seus acordes
- dos céus vindos -
Soam em nossos ouvidos
- bem-vindos -,
Tudo se faz claro
No mais profundo escuro..."


Te amo, mana que faz trilha sonora para minhas (in)certas horas :-)
Obrigada por você existir e com sua voz e dom insistir em lembrar-me, com suas músicas, que se Deus "brilha mais que o sol", porque temer as nuvens das circunstâncias?
Obrigada pelos acordes nas acordadas horas... Obrigada por agora!
(madrugada de 21.12.10)
*Homenagem-agradecimento a Gláucia Carvalho,
minha amiga-irmã de coração e de alma *

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Saudade É...

"Saudade é dor incrustada;
é esperança de uma chegada;
é melancolia dos olhos ausentes;
é certeza de alguém longe... presente."

(Nane - madrugada 07/12/10)


Só sente saudade quem se deixa cativar, quem não tem medo de compartilhar, quem não se esquiva do sofrimento, quem vive de verdade o sorriso e a lágrima de cada momento. Minha vida é impregnada de saudade!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Brasil, Há Esperança!

Brasil, pátria minha, amada
Por tantos cantada em versos
No entanto, nos cantos manchada
Por interesses escusos, diversos...

Podaram teu verde das matas
Mataram pelo amarelo do teu ouro
O azul do teu céu virou cinza
E em branco deixaram teus tesouros

Ah, Brasil... o que fizeram contigo?
Choro ao ver nas ruas tuas crianças
A pedirem o calor de um colo amigo
Com um olhar já sem brilho e esperança

Esperança, Brasil, é o que te falta
É o que falta ao nosso povo sem luz
Mas só vais encontrá-la de fato
Se entenderes que a esperança é Jesus

(Nane - 07/09/10)

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Eu E O Tempo...

Faz tempo que aqui estive...
Tanto tempo que me perco
nas horas, nos minutos, nos segundos... nos ponteiros!
Esse tempo que faz tempo que enxergá-lo não consigo,
mas que, ao mesmo tempo, no dia a dia persigo,
aparece zombeteiro,
parece rir, à espreita, do meu desespero
ao lembrar que faz tanto tempo...
Desde a última vez que o tempo aqui se fez,
já esfriou e choveu; já secou e esquentou; já clareou e escureceu...
Filhos de amigos nasceram e um grande amigo morreu.
Nesse tempo que não senti, que aqui não apareci,
esqueci-me de que o tempo a mim não pertence;
o tempo não é meu;
não é meu o seu traçado, não é minha sua trajetória...
Do tempo, a história - suas horas, seus minutos,
seu limite diminuto - está nas mãos de quem o criou,
dAquele que do tempo é o Senhor.
Alguns me questionaram onde estive esse tempo
em que a voz emudeceu.
Onde estive todo esse tempo?
No mesmo lugar do tempo: estive nas mãos de Deus!
(Nane - 01/09/2010)

sexta-feira, 27 de março de 2009

Todo Dia É Dia De Faxina

“Sonda-me, ó Deus, e conhece meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno.” (Salmos 139:23-24)

Este mês, vou compartilhar – como já o fiz outras vezes – mais um dos muitos textos que, não casualmente, caem nas minhas mãos e me fazem refletir sobre a vida e a maneira como a estou vivendo.
Li já há algum tempo e reli recentemente uma reflexão anônima sobre a necessidade que o autor sentia de fazer uma faxina nele; jogar pensamentos indesejados fora e lavar alguns tesouros meio enferrujados.
Dizia o escritor que tirara do fundo das gavetas lembranças que não o edificava e que não queria mais. Jogara fora alguns sonhos, algumas ilusões e papéis de presente que nunca havia utilizado. Fizera o mesmo com a raiva e o rancor das flores murchas que estavam dentro de um livro que não lera.
De repente, ficou sem paciência! Tirou tudo de dentro do armário e foi jogando no chão: paixões escondidas, desejos reprimidos, palavras horríveis que nunca queria ter dito, mágoas de alguém, lembranças de um dia triste. Mas no meio de tanta inutilidade, havia também coisas belas: um passarinho que cantara na sua janela, aquela lua cor de prata, o pôr do sol... Foi se encantando e se distraindo, olhando para cada uma daquelas lembranças. Então, sentou-se no chão para poder fazer suas escolhas.
Num relance, olhou para seus sorrisos futuros e suas alegrias pretendidas e as colocou num cantinho, bem arrumadas.
Jogou direto no saco de lixo os restos de um episódio que o magoou e as palavras de raiva e de dor que estavam na prateleira de cima foram descartadas no mesmo instante!
Outras coisas que ainda o magoavam, colocou num canto para depois ver o que faria com elas, se as esquecia lá mesmo ou se mandava para o lixão.
Abriu aquela gaveta onde se guarda tudo o que é mais importante: a fé, o amor, a alegria, os melhores e mais abertos sorrisos e ficou um tempo contemplando-os. Como foi bom relembrar tudo aquilo!
Recolheu com carinho o amor encontrado, dobrou direitinho os desejos, colocou perfume na esperança, passou um pano na prateleira das suas metas esquecidas e deixou-as à mostra, para não perdê-las de vista novamente.Colocou nas prateleiras de baixo algumas lembranças da infância, na gaveta de cima as da juventude e, pendurado bem à frente, colocou a capacidade de amar e de recomeçar...
Por imposição do espaço, não transcrevi o texto; apenas extraí suas partes principais, mas creio que foi o bastante para que você tenha feito uma auto-análise.
Para muitos, sexta-feira é dia de faxina em casa. Dia de tirar o pó acumulado durante a semana para que o fim-de-semana esteja tudo limpo. Afinal, sábado e domingo são dias de visitas aparecerem...
Parece que algumas pessoas levam sua própria vida assim também... Promovendo dias para retirar a poeira dos pecados acumulados ou, muitas vezes, empurrá-los para debaixo do tapete ou para um quarto escuro e fechado, onde só elas têm acesso (como o autor do texto fez com algumas coisas que ainda o magoavam). Pode ser que agindo assim, os outros (as "visitas") não percebam a poeira que está há tanto tempo acumulada...
Mas não há tapete ou quarto trancado que passe despercebido aos atentos e onipresentes olhos de Deus. E é Ele quem mais sente os efeitos danosos que essa sujeira causa na nossa vida, pois além de Ele nos amar de verdade e ter nos criado para sermos limpos e para desfrutarmos as bênçãos que Ele preparou especialmente para cada um, Ele habita em nós, quando aceitamos a Cristo como Salvador. E, definitivamente, não creio que Deus se agrade de conviver com entulhos dentro de nós.
Precisamos "de vez em sempre" fazer uma faxina no nosso coração e na nossa mente; tirar aquilo que só está juntando poeira e entupindo os canais de bênçãos e as artérias da esperança que apenas Jesus pode dar.
Não precisa desanimar. Se você refletiu sobre o que leu e percebeu que há muita coisa a ser removida, o primeiro passo é reconhecer a necessidade de se ver livre da sujeira e pedir auxílio ao Único que pode removê-la: Jesus.
E lembre-se de que não há traça que não possa ser removida, nem pecado que não possa ser extirpado quando a presença purificadora e regeneradora de Jesus toma conta da vida de alguém. Basta estar disposto a fazer essa faxina diariamente, pois é diariamente que Deus quer nos encher com bênçãos renovadas que precisam de corações limpos para serem depositadas.

(Publicado na coluna Da Redação para o Leitor,
no Jornal Carta Aberta, edição de março/2009)

sábado, 21 de fevereiro de 2009

A Saudade Hoje Está Maior

“A saudade está sempre por perto,
mas de vez em quando ela quer andar de mãos dadas...”
(Nane)
Sempre sinto saudade. Difícil não senti-la com tanta gente que amo estando longe dos meus olhos (nunca do meu coração). Mas hoje senti uma saudade mais apertada do meu irmão. É aniversário dele e como eu gostaria de abraçá-lo, de estar mais perto!
É... hoje a saudade não se contentou em andar ao meu lado; ela quis segurar minha mão.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

O Livro Da Minha Vida


De uma página nascida em branco,
O meu livro tem sido escrito.
Tantas páginas já se passaram,
Não sei quantas ainda virão.
Mas eu sei que as tintas usadas
Na escrita dos fatos do livro
Não são tintas compradas em série,
Foram feitas com cores seletas,
Cores únicas de uma única paleta
Manejada por mãos únicas, celestes.

Frases, parágrafos, capítulos
Personagens que vêm e que ficam
E também os que passam um verão...
Tudo o que nele é escrito, pintado, inserido
Tem propósito; nada é em vão!
Nada é criado ao acaso:
Os sorrisos abertos, os prantos vertidos,
Os tempos amargos, os dias dos bons sabores...
Tudo tem um plano bem definido
Por Aquele que escolhe, da vida, as cores.

Muitas vezes, insisto em redigir
Com mão própria algumas passagens.
Pensando escrever melhor minha vida,
Acabo frustrando-me só com miragens.
E quando, cansada, devolvo o meu livro
Àquele que detém o perfeito roteiro
Sempre sou surpreendida pela forma
Como Ele, com amor e paciência, transforma
Os rabiscos que faço na minha história
Em poemas para o meu bem e para Sua glória.

(Nane - 17/02/2009)

Já que foi difícil aparecer por aqui logo em janeiro, resolvi "iniciar" o ano no blog no dia do meu aniversário :-)
Há quem não goste de aniversários por marcarem o progresso do envelhecer... Para mim, são dias especiais, marcos do amor de Deus em me trazer ao mundo com um propósito de bênção (e isso não é privilégio meu; Ele criou cada ser humano dessa maneira - basta querer viver essa verdade). E esse amor não envelhece; renova-se a cada manhã!
Mas o dia de hoje não é o único que Deus separa para cuidar de mim. Ele o faz todos os dias, mesmo naqueles em que nuvens escuras encobrem do céu o azul. E é Ele o Autor Único do livro da minha vida, antes mesmo que ela tivesse existência. A Ele, pois, toda a Glória!

sábado, 18 de outubro de 2008

Parabéns, Médicos!

Bendito o médico, cuja pureza do branco está mais presente no coração do que no jaleco...
Bendito o médico, cujas palavras buscam mais acalmar temores do que comunicar diagnósticos...
Bendito o médico, cujas mãos procuram primeiro um aperto de mão ou um abraço, antes de assinar guias ou receitar medicamentos...
Bendito o médico, cujo ideal primeiro é conseguir o bem-estar dos pacientes, antes de alcançar títulos e honrarias...
Bendito o médico, cujo coração ainda se emociona com as lágrimas do próximo, ainda que conviva com elas no dia-a-dia...
Bendito o médico, enfim, cuja inteligência reconhece que os instrumentos em suas mãos têm mais valor quando eles próprios são instrumentos nas mãos de Deus!

*Tenho orgulho de ser irmã de uma médica (foto) que possui todos os requisitos acima para ser bendita!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Saudade?


Saudade?
Nada sei da saudade...
O que guardo no meu peito,
Na verdade,
São pedaços de realidade
De um tempo que até hoje
Não me esqueci...
(Nane - maio/2006)
Ah... eu tô com saudade, sim! Saudade de gente que está perto mas nem sempre pode estar junto; de gente que está longe mas que de tão junto parece estar perto; de gente que não mais está aqui para poder estar perto, longe ou junto, mas que estará sempre dentro!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Aquele Abraço

Não importa a distância
Não importa o espaço
Eu vou sempre sentir falta
Do calor daquele abraço

Quando estamos separados
Sinto que há um espaço
Que somente está completo
Quando tenho aquele abraço

Quanto mais o tempo passa
Mais aumenta esse espaço,
Uma saudade que é imensa
De você e daquele abraço

(Nane - 1995)
***
Nesse frio maluco que está fazendo em Curitiba (na primavera!), só mesmo aqueles abraços calorosos para aquecer o coração e o corpo. Abraços que tiram quaisquer traços de inverno da alma...

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Flores!

Flores. Muitas flores!
Quero-as todas. De todas as cores.
Das nobres às plebéias
Rosas, lírios, azaléias!
E as que quero mais, um buquê amplo,
São as que prefiro: as do campo...
As silvestres, as campestres
As que crescem em ciprestes.
O que importa se há espinhos,
Pétalas, às vezes, em desalinho?
Nada disso tira o encanto
De ter flores por todos os cantos.
Quero-as perto dos meus olhos
Em profusão, aos molhos,
Enfeitando e perfumando a vida,
Que de flores vem desprovida
Desde que inventaram a moda
Que as de plástico são mais duráveis,
Mais perfeitas, até laváveis,
E que enfeitam por mais tempo, com cor,
A vida dos que há tempos não cheiram uma flor.
Não. Não quero flor de plástico;
De perfil perfeito, mas sem viço, estático.
Quero as vivas e enquanto eu viva for.
Não as quero quando eu não mais aqui estiver.
Quando eu morrer, não quero nem uma flor,
Nenhuma sequer...
Dêem-me flores agora, enquanto eu as puder cheirar,
Seus encantos perceber e sua beleza apreciar.
Depois... Bem, depois... continuem mandando flores
Para outra menina qualquer
Que tenha por elas os mesmos amores
Que tive, tenho e terei enquanto vida eu tiver.

(Nane - 29/03/2007)

domingo, 27 de abril de 2008

Pêssego, Sonho Meu

Teu sabor acalma
Refresca até a alma
O teu cheiro doce
Quer no suco ou na fruta
Evoca sensações imaginárias
Como se verdade fosse.

Frágil ao toque,
Macia é tua pele.
Mas nas entranhas
Da tua aparência nobre
Trazes fibras a quem
Pelo teu encanto se enleve.

Pêssego, fruta linda desses versos,
Por muitos não és contemplada
Pois não nasces em solos diversos.
Para ver tua linda florada,
Há que se ter um clima temperado,
Terra úmida e bem cultivada;
Como o solo de um coração enamorado.

(Nane - abril/2008)

*Poema feito depois de ler os poemas sobre frutas, "colhidos" pelo amigo Sammis. Vale a pena ler a "seleta" e tudo o mais que lá houver: www.azulcaudal.blogspot.com

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Gratidão Por Mais Um Ano


Um pouco mais de vida
Muito da Graça indevida
Que jorra... mas é imerecida!
Tantas vezes nem percebida...

Uma porção a mais de vigor
Vinda das mãos do Senhor
Que em carne, fez-se Salvador
Doando a mim a essência do amor

Ao Deus que me define e que me criou
Àquele que mais do que qualquer pessoa me amou
A Ele - e somente a Ele - minha gratidão darei
Pois dEle sou e pra sempre – eternamente - serei
(Nane - 17/02/2008)

sábado, 19 de janeiro de 2008

ManAmiga

Quando ela chega, o sol inunda o lugar.
Mesmo que esteja entre as nuvens do chorar.
Quem a conhece, não esquece!
Sua presença aquece o coração
De quem sabe o que é ser amigo
De quem vê na amizade
Não um negócio, mas abrigo.
Minha mana mais que mana
Mistério de amizade nascida
Antes de sermos uma para a outra;
Antes de sermos conhecidas...
Porque Deus assim escreveu
Desde antes, muito antes:
“Vão ser amigas-irmãs, essas meninas”.
Ela e eu!

(Nane - 18/01/2008)

Ah! Como é bom ter amigos para amar e por eles ser amada! O poema acima é dedicado a alguém muito especial que entrou na minha vida para trazer só alegria: minha mana Crixxxzzz, minha amiga Cristininha. Com ela, sou quem eu sou não quem eu acho que tenho que ser. Com ela, meus sorrisos são mais... são gargalhadas. Com ela, minhas lágrimas correm soltas, sem medo de cair. Amiga e irmã por opção... de Deus! Foi Ele quem nos deu uma à outra e a Deus eu sou grata por mais um ano de vida que Ele deu a esse presente em forma de gente!
"Tiamuti, mana!"

domingo, 13 de janeiro de 2008

A Um Amigo Recente Que Se Fez Antigo


Foi num dia de verão que nem tava tão quente...
Esse menino apareceu, assim, de repente.
E num instante fez-se eterno
Com seu olhar sincero e terno
Desmontou paradigmas virtuais
Despertou sentimentos reais
Desses que não se compram em lojas
Desses que se doam em laços
E se aprofundam em abraços
Trocados mesmo em pensamentos
Antes do toque dos braços
Antes do ataque dos ventos
Assim ele foi ficando
Foi semeando, cativando
E mesmo quando o verão passar
O que ele plantou não vai murchar
Pois o que se planta com emoção,
É como as flores do campo e os baobás:
Permanecem em qualquer estação.
(Nane - feveveiro/2007)
Gosto de homenagear pessoas com palavras. Mas gosto de fazer enquanto há vida; enquanto há dias pra se viver. Homenagens póstumas podem ser bonitas, válidas, mas quem mais precisava ouvi-las talvez nunca tenha sentido sequer o calor do abraço de quem o homenageou.
O poema acima foi escrito apenas 1 mês após conhecer Leri Machado (músico talentoso, baixista dos melhores, amigo "Pequeno Príncipe", coração maior do que o peito). Publico aqui o que o homenageado já leu há 1 ano simplesmente para que mais pessoas continuem acreditando que há, sim, sentimentos reais e verdadeiros em meio aos engarrafamentos caóticos da vida (real ou virtual)!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Como Dói A Dor Da Saudade...



Queria ter vindo aqui no dia 1º, ainda na euforia dos fogos de artifício e embalada pelos abraços que sempre acompanham o nascer de um novo ano.

Mas não deu para vir antes de hoje e, por isso, as palavras de agora não são de Feliz 2008 (ainda que seja esse o meu desejo para todos que estejam lendo) e nem meu abraço é do tipo efusivo...

Ontem e hoje estou vivendo um sentimento bíblico, lindamente expresso numa pequena canção do grupo Vencedores Por Cristo, cuja letra diz o seguinte: "Ame ao Senhor com todo o seu coração; com toda a força e razão; com todo o seu desejar. Ame ao seu próximo como se fosse você; como se a dor que ele sente fosse a que sente você... Ame ao seu próximo como se fosse você; como se a dor que ele sente doesse mais em você".

Ontem fez 1 ano que faleceu o pai de uma amiga mais chegada que irmã. Hoje, também faz 1 ano que Deus chamou para Si o filhinho de outra querida amiga do coração. Crixxxzzz e Ruby são os nomes das minhas manas mais que amadas. Adenyr e Matheus (o querido Tetheus), os nomes dos amados que partiram.

O que falar em momentos como este? Acho que todos nós nos perguntamos quando enfrentamos esse tipo de ocasião. Mas não há palavras realmente. Esqueça-as. Elas não confortam, não trazem de volta, não apagam da memória as noites mal-dormidas e o sofrimento no rosto de quem se ama.

O conforto para esta e tantas outras situações que dóem n'alma vem apenas dAquele, cuja mente perfeita preparou este momento - não tão oportuno para a nossa mente limitada - e cujas mãos são as únicas que têm o afago certo para as horas incertas.

Pensando nisso e lembrando de momentos semelhantes (nunca iguais... pois cada um é único), encontrei palavras. Não... na verdade, elas me encontraram! No meio do deserto das letras, Deus inspirou meu desabafo. Sim... não são palavras para consolar; apenas para ratificar que elas não existem e que o consolo está em ter fé nAquele que existe desde sempre e que de nós não desiste, mesmo quando a dor parece grande demais para crer nessa Verdade:

"Ô dor que dói... essa dor da saudade!
Dor que aperta, que maltrata
e que só se acerta quando Deus mesmo trata...
Quando o coração moído, dilacerado,
é por Jesus reconstruído, com amor e cuidado...
Quando a lágrima insiste em voltar a ser pranto
e encontra seu porto no Espírito Santo...
Ô dor que dói... essa dor da saudade!
É dor que não passa... parece que aumenta!
E quem diz que o tempo é remédio
não sabe que é do tempo que essa dor se alimenta.
Mas, ah... como é bom ter a paz que ninguém entende,
mas que se sente mesmo na dor da saudade,
quando se tem comunhão plena com a divina Trindade!"
(Nane - 07/01/08)

*Na foto, Matheus e Ruby. Para mim, um quadro dos mais belos. Amo vê-los olhando o horizonte, admirando o céu, onde Tetheus e tio Adenyr (pai da Cristininha) apenas chegaram antes... A propósito, você tem essa mesma certeza de que está caminhando para lá?

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Sou Azul

Sou azul. Sempre azul!
Às vezes, azul clarinho; outras vezes, sou marinho.
Afinal, gente, todos temos dias de nuances diferentes.
Mas, para mim, ser azul é fundamental.
Azul do céu, azul do mar...
E mesmo se "estou" outra cor, não demoro a azular.
Mas ser azul não é ser restrito, sem aceitar misturas lindas;
As outras cores são sempre muito bem-vindas.
Contemple o azul do mar como se deixa esverdear.
E o azul do céu, então? Quanta profusão!
Olhe como o azul de lá recebe o sol ou dele se despede...
As cores se chegam e ele cede... Nunca está sozinho!
Tem sempre um vermelho, um laranja, um amarelinho...
Sem falar no espetáculo natural mais bem produzido do mundo:
O arco-íris multicolorido, de significado profundo!
Mas mesmo sem opção – tanto no céu quanto no mar –,
O azul recebe cores que, na verdade, nem queria não:
São os pretos, cinzas e marrons – (e)feitos de poluição.
Não sei se todos têm cor. Só sei que eu sou azul...
No acalanto e no lamento. Azul no riso, no sofrimento.
Rosa azul, a lendária.
Borboleta azul, a viajante.
Menina azul, a imaginária.
Amiga azul, a de perto ainda que distante.
Sabendo ou não o porquê, sou azul!
E você?

(Nane - 14/12/07)

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Amigas Para Sempre!


“Sem perceber
Devagar você entrou na minha vida;
Conquistou o seu espaço dia-a-dia.
Entrou no meu coração e ali ficou.
Você mostrou
Que amizade é muito mais que um sentimento;
Partilhou comigo bons e maus momentos;
Mesmo longe, seu carinho perto está.

Amigas, sim... para sempre vamos ser;
Com o coração se vê, quando um amigo longe está.
Amigas, sim... e amigas pra valer.
Sentimento que não há um outro igual.
Minha amiga, você é especial!

Amigos são
Como estrelas numa noite sem luar:
Trazem luz quando é difícil caminhar;
E pra mim você tem brilho sem igual.
Distâncias não
São barreiras para amigas como nós.
Seu sorriso, seu abraço, sua voz
Estão na memória e vão permanecer.

Amigas, sim... sem o amanhã temer;
A distância não se vê quando o pensamento é um.
Amigas, sim... mais chegadas que irmãs.
Amizade que traduz o amor real.
Minha amiga, você é especial.”


(Nane, 1995)


Fiz este poema, pensando em amigos que nem sempre estão por perto geograficamente, mas sempre estarão perto da minha história, da minha vida. O original está no masculino (para abranger amigos e amigas), mas neste post está no feminino, pois é dedicado a quatro amigas que traduzem com o amor e a amizade que dedicam a mim o que tentei colocar no papel um dia...
Amígola Gláu, Crixxxzzz, Ruby e Jack: AMO VOCÊS!! A saudade aumentou depois do fds de novembro, em Santo André!!

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

De Repente... Gláucia


De repente ela canta,
E seu canto ecoa
Por todos os cantos
E assim ela voa...
Voa longe, distante
E percorre, errante,
Ouvidos e mentes...
Com traços marcantes,
Transforma sementes
Em lindos compassos,
Em [e]ternos abraços
De repente... num instante

De repente ela é musa,
Num repente é amiga
As palavras... não usa
Sempre as junta em cantiga
Planta amor e carinho
Como flores num horto
Corações são seu ninho
E o seu oferece de porto
Onde tantos e vários
De muitos lugares
Passam horas, meses, anos
Sem querer voltar pros mares.

Numa dessas marés
Que a vida nos apresenta
Aportei no seu coração
Se era maré mansa ou violenta...
Isso... lembro não
Só sei que depois que aparece
Ela começa a fazer falta
É que ela é amiga que aquece
Na maré baixa... na maré alta
Até se não tem maré...
Como faz falta essa menina
Que quando chega... Já É!

Mais chegada que irmã,
Em hora incerta, é ombro certo
Faz da noite, clara manhã
Amiga de alma, de longe, de perto.
Porque perto ela permanece
Mesmo se distante do olhar
De qualquer geografia se esquece
Quando o assunto é amar.
Irmã dos braços dos amigos
Menina dos olhos de Deus
Amiga dos recentes, dos antigos
A todos ela chama de seus.
E de repente ela canta
E não tem quem também não cante
Porque sua música - divina - encanta...
De repente... num instante

Nane (tarde de 12-08-06, niver da Gláu)