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sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Blogagem Coletiva - Hoje É Dia De Cecília

O desenho acima é um auto-retrato de uma das mais amadas poetisas brasileiras.

Filha de Carlos Alberto de Carvalho Meireles e de Matilde Benevides Meireles, Cecília Benevides de Carvalho Meireles nasceu em 7 de novembro de 1901, no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Muito cedo, conviveu de perto com a morte: o pai faleceu três meses antes do seu nascimento e a mãe, quando a menina Cecília ainda não tinha três anos. Foi a única sobrevivente dos quatros filhos do casal. Um dia, Cecília escreveu que tais acontecimentos lhe trouxeram "uma tal intimidade com a Morte que docemente aprendi essas relações entre o Efêmero e o Eterno".

Conhecida como a "poetisa da alma", Cecília Meireles faleceu em 9 de novembro de 1964.

A seguir, um dos inúmeros poemas dela que amo:


4º Motivo da Rosa


Não te aflijas com a pétala que voa:

também é ser, deixar de ser assim.

Rosas verá, só de cinzas franzida,

mortas, intactas pelo teu jardim.

Eu deixo aroma até nos meus espinhos

ao longe, o vento vai falando de mim.

E por perder-me é que vão me lembrando,

por desfolhar-me é que não tenho fim.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Blogagem Coletiva - "Abre Aspas II"


É a primeira vez que participo de uma Blogagem Coletiva e agradeço à Lunna pela oportunidade.

Como a proposta hoje é postar poemas de poetas não muito conhecidos, escolhi uma das minhas poetisas preferidas da atualidade: Gláucia Carvalho (foto ao lado).

Cantora e compositora de Brasília, é uma das minhas amigas-irmãs. Nasceu em 12/08/1968. É mãe de Murilo e Luísa. Filha de Onésimo e Gercira. Irmã de Rogério, Claudinha (que já se foi, mas que ficou pra sempre) e Rodrigo. Amiga de muitos; de todos que a ela se chegam. Quem quiser saber como a vejo, pode ler aqui.

Apesar de não ter livro publicado, foi com certa dificuldade que escolhi o poema abaixo (por serem tantos que já escreveu e tantos que amo). Espero que gostem!

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Gente

Gente que se vai, gente que se foi

Tantos que passaram e quantos tantos passarão

Pela vida, pela estrada, por caminhos meus

Uns com jeito de até logo, outros num adeus

Como eu já perdi, ou como já ganhei, se eu fui bem mais

Que um a mais nas vidas que passei

Que levaram um pouco, ou muito do que ofereci

Digitais ou dígitos na hora de partir

Gente é sempre igual, carência, sonho, sensação

E nada compra, mede, impede, sua grande aspiração

De querer ser mais que um, de ser um nome para alguém

E eu posso ser um marco bom

Ou uma grande cicatriz

Se eu contribuo, bem ou mal

Se vão num adeus, ou pedem “bis”

(Gláucia Carvalho)