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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Pedro


"A felicidade não depende do que nos falta, mas do bom uso que fazemos do que temos." (Thomas Handy)

Acho até que eu já sabia disso. Sim. Eu sabia. Mas depois que eu comecei a ler um blog que descobri hoje, a certeza ficou mais forte.
Você já tem blogs demais pra visitar e ler, né? Muitos e-mails para responder. A agenda está lotada. Não pode perder o capítulo daquela novela!
Enfim... É uma pena. Este não é apenas mais um post nem o blog descoberto hoje é apenas mais um blog, mas talvez você nunca venha a saber disso se não fizer bom uso da oportunidade de conhecer o Pedro. E mesmo que você não tenha tempo de conhecê-lo ou não se interesse por este post, se continuar me visitando, provavelmente lerá sobre ele novamente por aqui. Sinto que será irresistível não escrever...

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Hoje É O Tempo Que Temos Para As Pessoas Que Ainda Temos

“Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida?
Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa.”
(Tiago 4:14)

Há poucos dias, conversando com uma amiga que é fisioterapeuta, ela contou-me uma história recente de uma paciente que a impressionara. Confesso que, ao terminar de ouvir, a mim também.
A paciente – uma jovem dentista – compartilhara com minha amiga uma semana em que o avô daquela, logo na segunda-feira cedo, começara a lhe telefonar perguntando: “Hoje é sexta-feira?”. No início, ainda de bom humor, a jovem corrigia seu avô, um senhor viúvo que morava sozinho.
Foram inúmeras as ligações, durante a semana, tanto para ela quanto para as outras netas, sempre com a mesma pergunta. Com a insistência dos telefonemas, a moça começou a impacientar-se com o avô, pedindo-lhe que não telefonasse tanto, pois as interrupções causavam transtornos no atendimento aos pacientes de seu consultório.
À medida que a semana transcorria, a ansiedade do avô em saber se era sexta-feira aumentava tanto quanto a rispidez com que a neta lhe respondia.
Chegou, finalmente, a esperada sexta-feira! Mas não houve um telefonema sequer... Já não era mais necessário – nem possível – fazê-lo: aquele senhor que aguardara com tanta expectativa aquele dia amanhecera morto, vítima de um ataque cardíaco.
Por alguns segundos, minha mente vagueou por histórias também recentes envolvendo o tempo: a ociosidade dele, a falta dele, o fim dele... Minha amiga contou-me a comoção que tomara conta de sua paciente ao relembrar como fora ríspida naquelas que seriam as últimas conversas com seu avô tão amado.
Não sei quais foram as reações das outras netas em relação aos telefonemas insistentes do avô e quanto à pergunta recorrente, e também não ouso julgar a atitude da que relatou o fato. Apenas refleti no quanto achamos que temos o controle do tempo, sem notarmos o quanto estamos sujeitos a ele e aos seus “auxiliares”.
Há pessoas que nada fazem sem marcar hora na agenda. Até demonstrações de afeto têm que estar atreladas ao limitado tic-tac do relógio.
É certo que o planejamento é necessário, ainda mais no caos informático que vivemos atualmente. Mas amor não se planeja, vive-se! E vive-se hoje, agora, espontaneamente! O depois ainda não existe e o amanhã pode não chegar.
Fale com carinho hoje. Faça uma visita hoje. Diga “eu te amo” hoje. Mande flores hoje. Abrace apertado hoje. Peça perdão hoje. Perdoe hoje. Invista hoje nos relacionamentos significativos da sua vida.
O tempo passa. É só uma questão de tempo... Não deixemos que ele passe sem que marcas de amor sejam sempre deixadas. E tanto quanto possível, as últimas deixadas.
Um abraço e um tempo de vida abençoado na presença do Único que é sempre presente!
(Publicado na coluna Da Redação para o Leitor,
no Jornal Carta Aberta, edição de setembro/2008)

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

A Saudade Mata A Gente...


Hoje faz dois anos que minha querida amiga Claudinha Carvalho foi levada pelo Senhor. As lágrimas se fazem mais grossas, mas a saudade é a mesma. O texto abaixo foi escrito pela Gláu, no ano passado, quando esteve na beira de uma praia, onde Claudinha gostaria de ter vivido sua vida. Sabemos que hoje ela está num lugar incomparavelmente melhor! E é para lá que os que têm Jesus como Salvador estão indo também! Ela apenas chegou primeiro do que nós. Mas como diz a Gláu sempre: “a saudade mata a gente, morena..."

Parece que foi ontem,
Parece que é agora,
Como se é aqui, como se era outrora...
As junções das dores dela nas minhas,
A libertação dela na minha,
A alegria da vinha...Da vinda! Do vinho...
Do reencontro, do momento em que sou eu!
Os caminhos que me trazem aqui,
Terra santa, criada por Deus,
São a certeza da máxima nesta vida:
Tudo se converge para Ele!
Os que são d'Ele, os que não são,
Os sonhos meus!

(Gláucia Carvalho)

domingo, 7 de setembro de 2008

Três Anos De Saudade...

06/09/08: Três anos sem o pr. Marcílio de Oliveira Filho! Mas sua presença querida SEMPRE será lembrada não apenas nos projetos musicais e missionários, que eram a cara e a alma dele, como, principalmente, nas marcas de amor que ele deixou em pessoas. É freqüente ouvirmos testemunhos cujo nome do pr. Marcílio é citado com carinho e lágrimas nos olhos. E isso só permanece porque não eram dele as marcas; ele era apenas canal de bênçãos e sabia disso. Homem de tantos instrumentos, deixou-se instrumento ser nas mãos do grande Maestro do Universo e produziu lindas canções de amor, esperança, alegria e paz na vida de tantas, tantas pessoas...

Especial, os que o conheceram sabiam que ele era e sempre será. Particularmente, ele era um paizão e, nos últimos anos, companheiro de ministério na diretoria da PIB de Curitiba. Lembro-me dos e-mails, dos telefonemas, das conversas animadas, dos conselhos sábios, dos pedidos de textos e releases "pra ontem!" (risos), dos abraços mais do que fraternos, paternais!

Acredito que a foto acima tenha sido a última que ele tirou. Foi no dia 6 de agosto de 2005 (exatamente 1 mês antes dele partir para a Glória). Estávamos no lançamento de um livro do meu pai, conversando sobre a viagem que pr. Marcílio, tia Zelda, pr. Paschoal e Cleusa haviam acabado de fazer a Portugal. De repente, nosso querido Sofonias (outro “pai” amado) nos chamou e com seu sorriso peculiar e constante disse que gostaria de registrar aquele momento tão animado. Foi um presente ter essa nossa última conversa registrada numa imagem. Apenas alguns dias depois, ele foi internado para uma cirurgia, cujos desdobramentos levaram ao óbito.

A foto está na minha Bíblia e é sempre com lágrimas que a contemplo. Não lágrimas de tristeza, mas de saudade e de certeza de que Deus me deu o privilégio de conhecer alguém inesquecível e que fez diferença na minha vida. Alguém imperfeito, com qualidades e defeitos, mas que se deixou moldar pelas mãos perfeitas dAquele que é o dono de cada momento das nossas vidas, inclusive o derradeiro.

Um dia, voltarei a abraçar meu querido pr. Marcílio em um lugar onde pausa não mais haverá. Essa é a certeza e o consolo de quem tem Deus como Senhor e Jesus como único e suficiente Salvador. Para esses, a saudade tem prazo de validade!

segunda-feira, 9 de junho de 2008

RINSaniversário!!

09-06-08: 4 anos do nosso transplante abençoado pelo Senhor! Desde sempre, Deus sabia que Júnior e eu não seríamos apenas irmãos de sangue e de coração, mas irmãos de rins também :-)

domingo, 1 de junho de 2008

Amor De Ouro

Mais de meio século de amor: uma raridade nos dias de hoje!
Não há palavras para agradecer a Deus o que Ele fez, tem feito e, com certeza, fará por nós!

terça-feira, 1 de abril de 2008

Quem Pintou Os Passarinhos?


Conheço uma moça que sempre tem uma história interessante sobre sua filha, hoje com 7 anos. Essa, eu ouvi recentemente, constatando que realmente só um coração de criança é capaz de aceitar prontamente os mistérios de Deus sem procurar encaixá-los em fórmulas físicas ou tratados filosóficos.
Aos cinco anos, a garotinha, encantada com a profusão de cores que cobriam o corpo dos pássaros que ela via ao brincar, perguntou à mãe: “Mamãe, quem pintou os passarinhos?”. Achando graça na pergunta inocente, mas que com tanta seriedade fora feita, a mãe afirmou com a certeza de quem preserva a essência do coração de criança: “Foi Deus quem pintou cada um deles, querida”. “Puxa, mamãe... como Deus pinta bem, né?”, respondeu a criança, com sua curiosidade plenamente satisfeita.
A resposta da menininha nos faz rir, pela singeleza, mas me fez chorar, no primeiro momento, ao reconhecer a incredulidade que muitas vezes ainda me assola em momentos de dificuldade, apesar de saber que Deus sempre cuida de mim.
A vida é uma escala de aprendizados e essa foi uma das lições que aprendi nos últimos dias. Espero sempre me lembrar dela quando achar que os dias estão cinzas demais.
São muitos os passarinhos. São muitos os dias. Mas Deus é o criador de tudo e Ele é muito criativo. Sua paleta de cores é sem igual, cheia de nuances, sem as quais os quadros da nossa vida não teriam o mesmo valor.
Ah! E é claro... Ele sempre pinta bem demais!
(Publicado na coluna Da Redação para o Leitor,
no Jornal Carta Aberta, edição de março/2008)

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Como Dói A Dor Da Saudade...



Queria ter vindo aqui no dia 1º, ainda na euforia dos fogos de artifício e embalada pelos abraços que sempre acompanham o nascer de um novo ano.

Mas não deu para vir antes de hoje e, por isso, as palavras de agora não são de Feliz 2008 (ainda que seja esse o meu desejo para todos que estejam lendo) e nem meu abraço é do tipo efusivo...

Ontem e hoje estou vivendo um sentimento bíblico, lindamente expresso numa pequena canção do grupo Vencedores Por Cristo, cuja letra diz o seguinte: "Ame ao Senhor com todo o seu coração; com toda a força e razão; com todo o seu desejar. Ame ao seu próximo como se fosse você; como se a dor que ele sente fosse a que sente você... Ame ao seu próximo como se fosse você; como se a dor que ele sente doesse mais em você".

Ontem fez 1 ano que faleceu o pai de uma amiga mais chegada que irmã. Hoje, também faz 1 ano que Deus chamou para Si o filhinho de outra querida amiga do coração. Crixxxzzz e Ruby são os nomes das minhas manas mais que amadas. Adenyr e Matheus (o querido Tetheus), os nomes dos amados que partiram.

O que falar em momentos como este? Acho que todos nós nos perguntamos quando enfrentamos esse tipo de ocasião. Mas não há palavras realmente. Esqueça-as. Elas não confortam, não trazem de volta, não apagam da memória as noites mal-dormidas e o sofrimento no rosto de quem se ama.

O conforto para esta e tantas outras situações que dóem n'alma vem apenas dAquele, cuja mente perfeita preparou este momento - não tão oportuno para a nossa mente limitada - e cujas mãos são as únicas que têm o afago certo para as horas incertas.

Pensando nisso e lembrando de momentos semelhantes (nunca iguais... pois cada um é único), encontrei palavras. Não... na verdade, elas me encontraram! No meio do deserto das letras, Deus inspirou meu desabafo. Sim... não são palavras para consolar; apenas para ratificar que elas não existem e que o consolo está em ter fé nAquele que existe desde sempre e que de nós não desiste, mesmo quando a dor parece grande demais para crer nessa Verdade:

"Ô dor que dói... essa dor da saudade!
Dor que aperta, que maltrata
e que só se acerta quando Deus mesmo trata...
Quando o coração moído, dilacerado,
é por Jesus reconstruído, com amor e cuidado...
Quando a lágrima insiste em voltar a ser pranto
e encontra seu porto no Espírito Santo...
Ô dor que dói... essa dor da saudade!
É dor que não passa... parece que aumenta!
E quem diz que o tempo é remédio
não sabe que é do tempo que essa dor se alimenta.
Mas, ah... como é bom ter a paz que ninguém entende,
mas que se sente mesmo na dor da saudade,
quando se tem comunhão plena com a divina Trindade!"
(Nane - 07/01/08)

*Na foto, Matheus e Ruby. Para mim, um quadro dos mais belos. Amo vê-los olhando o horizonte, admirando o céu, onde Tetheus e tio Adenyr (pai da Cristininha) apenas chegaram antes... A propósito, você tem essa mesma certeza de que está caminhando para lá?

domingo, 18 de março de 2007

Impossíveis?

(Canal do Panamá - na construção e depois de concluído)

Pensando nos meus impossíveis diários e esporádicos, lembrei de um comentário que escrevi sobre uma reflexão de R. Foster, publicada no vida.net (da Igreja Batista do Bacacheri, em Curitba). Começo com um trecho do referido texto:

“Cruzando o Canal do Panamá, mais uma vez tive consciência de que é um dos grandes feitos da engenharia mundial. Um diplomata francês, Ferdinand de Lesseps, deu início à obra, em 1879, mas um planejamento deficiente, desordem e fraude levaram ao fracasso o empreendimento, após dez anos. O 'milagre' de 50 milhas finalmente foi aberto em 1914, sob a supervisão americana e com milhares de trabalhadores de todo o mundo cantando esta canção: 'Tem algum rio que você acha impossível cruzar? / Algumas montanhas onde não se podem escavar túneis? / Nós somos especialistas em coisas que se imaginam impossíveis / E fazemos o que ninguém mais poderia fazer!'
Não somente improvável, mas também totalmente inimaginável são as 'impossibilidades' da história do nascimento de Jesus, como relatada na Bíblia. (...) O humanismo iria diluir esta história, arrazoar a seu respeito, rir e ridicularizá-la, consignando-a à estante do cristianismo fora de moda. Religiosos, filósofos e pessoas no meio profissional surgem com a mesma velha frase: 'Me recuso a acreditar no que não posso ver'. Porém, um anjo disse à Maria: 'Porque para Deus nada é impossível' (Lucas 1.37).
Pense sobre isto: 'Quando Deus quer fazer algo maravilhoso, Ele começa com uma dificuldade; quando Ele vai fazer algo muito maravilhoso, Ele começa com uma impossibilidade' (Charles Inwood).”

Em 2001, estive no Panamá, cobrindo um evento da OnG Samaritan’s Purse, e pude ver de perto um trecho do famoso Canal, mais especificamente a Esclusa de Miraflores. Assistindo ao filme demonstrativo da construção e atividade da impressionante obra, entendi que é realmente espantoso o trabalho de determinação com que ele foi feito.
Há impossíveis humanamente possíveis com trabalho, garra e planejamento. Mas há os impossíveis humanamente impossíveis independente da determinação que se tenha. Esses só são possíveis quando o céu determina a possibilidade... Mas é preciso acreditar no milagre e crer que Deus tudo pode. Enxergar o milagre, requer mais do que olhos humanos; é necessário olhar com fé. Foi isso que faltou a muitos que conviveram com Jesus, mas não enxergaram o maior milagre de todos os tempos.

Quer ver milagres? Não viva sob uma ótica que enxerga barreiras e dificuldades; procure andar na dimensão que Deus quer que cada um de nós vivamos. Ele deseja nos surpreender a cada dia! Situações aparentemente impossíveis podem ser resolvidas com a facilidade de "um milagre". Aliás, milagre só é milagre para nós, não para Deus; Ele é especialista nessa matéria! E não há áreas específicas para Deus agir. Há, sim, pessoas disponíveis e que querem ser surpreendidas por Ele. Você quer?

Um abraço e um mês abençoado
(e surpreendente) na presença do Senhor!
(Publicado na coluna Da Redação para o Leitor,
no Jornal Carta Aberta, edição de março/2007)

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Soneto Para Claudinha

O meu amigo e poeta Silvestre Kuhlmann escreveu esse lindo soneto para o dia de aniversário da saudosa Claudinha Carvalho.
Valeu, Sil. Ficou lindo!


Hoje não chora. Alegre, comemora.
Não ora mais, pois fala face a face;
Realizou-se o esperado enlace
E junto a seu Amado agora mora.

Por Claudia era na terra conhecida;
Mas na pedrinha branca está escrito
Um nome novo, muito mais bonito,
Que dEle recebeu,agradecida.

Ninguém mais sabe o nome, é segredo.
A História deles não tem fim e é linda;
Pois eterno é o Amor do Autor do enredo.

Aqui na terra a vida, um dia, finda;
E aos braços dEle eu irei, sem medo.
E, festejando, ela estará ainda!

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Ela Voltou Para O Céu

Na sexta-feira passada (09/02), seria o aniversário da Claudinha, uma amiga-mais-que-irmã. Mas no dia 12/09/06, bem cedinho, Deus chamou-a para Si e Claudinha voltou para o céu.
Há alguns anos ela vinha sofrendo com sérios problemas de saúde e nos seus últimos dias a situação piorou muito.
Apesar do sofrimento, ela não vivia se queixando. Com alegria e meiguice contagiantes, mantinha-se firme e inabalável na fé em Cristo, dando um lindo testemunho para os que a conheciam, mesmo que só virtualmente.
Mas por que estou postando esta mensagem aqui, meses depois da sua morte, se a maioria que for ler, talvez sequer saiba quem foi - e é - a Claudinha?
Porque vivemos num tempo em que pouco se tem tempo para investir nas pessoas. E quando se investe, espera-se, quase sempre, um retorno lucrativo, numa expectativa egoísta. Um tempo em que quando o olho não vê, o coração deixa de sentir...
Por isso, resolvi escrever. Porque acredito que as palavras, quando não são apenas um texto, mas reflexo do que se vive, podem fazer diferença. Escrevi, também, pra mostrar que amor sem interesse e sem barreiras não é coisa do passado, nem utopia literária. Mas para que ele aconteça, é preciso amar apesar de nós e dos nossos defeitos; apesar das distâncias e dos falsos conceitos. Apesar da falta de tempo e das circunstâncias!
E as circunstâncias não foram muito favoráveis para mim e pra Claudinha. Mesmo que na história de ambas nossos nomes estejam gravados, foi em geografias diferentes que cultivamos o amor, primeiro por Deus pensado.
Claudinha foi exemplo de vida e na minha vida será sempre uma lição. Lição de afeto, de generosidade, de sorriso que permanece nos lábios de quem padece, se em Deus esse alguém confia... suas lágrimas, sua alegria.
Pode ser que ao ler o que aqui está escrito alguém aproveite um pouco do muito que a Claudinha semeou. Por isso, escrevi este texto (que originalmente foi enviado por e-mail). Apenas pra compartilhar. Não é corrente, não dá dinheiro; o intuito é abençoar. Pois a vida dessa amiga (mais que amiga, uma irmã) foi uma bênção a cada dia, como o orvalho da manhã.
Quem a conheceu e sabia das dores que ela sentia, reconhece que agora a Claudinha está melhor. O sofrimento não mais existe. No lugar, apenas saudade e uma tristeza meio egoísta - confesso - de saber que não daremos aqui o abraço que planejamos, nem veremos juntas os filmes que tantas vezes comentamos.
Mas a tristeza não é revolta com Deus e com o fato; é apenas humano lamento; é sentimento de falta...
E a tristeza da saudade, com certeza, Deus entende. Creio mesmo que vem dEle a lágrima que insiste em não cair só... pois foi nEle que demos o laço e que, hoje, de tão apertado, na garganta dá esse nó.