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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Muito Mais Que Uma Música De Natal

"Ah... Ela é toda música!
Ela é tom certo, nota precisa,
Som mais puro.
Quando seus acordes
- dos céus vindos -
Soam em nossos ouvidos
- bem-vindos -,
Tudo se faz claro
No mais profundo escuro..."


Te amo, mana que faz trilha sonora para minhas (in)certas horas :-)
Obrigada por você existir e com sua voz e dom insistir em lembrar-me, com suas músicas, que se Deus "brilha mais que o sol", porque temer as nuvens das circunstâncias?
Obrigada pelos acordes nas acordadas horas... Obrigada por agora!
(madrugada de 21.12.10)
*Homenagem-agradecimento a Gláucia Carvalho,
minha amiga-irmã de coração e de alma *

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Eu Te Amo Se Diz Agora

‎Com todo respeito aos que se foram,
Mas as homenagens e flores,
Os beijos e amores,
Os infindáveis "Eu te amo",
Os joelhos diante de seus corpos,
Não deveriam ter sido feitos em vida?
Com todo respeito, eu repito,
Mas não vejo sentido em quase nada
De repente tornam-se santos, ao partir!
Eu te amo é aqui e agora,
Eu te amo não se joga fora,
Os ouvidos de quem foi já não podem mais ouvir!

(Gláucia Carvalho - 02-11-10)

Hoje é o chamado "Dia de Finados". Os cemitérios ficam cheios. De gente. De lágrimas. De flores. E, principalmente, de palavras que deveriam ter sido ditas, mas que esperaram pelo dia seguinte que não chegou a nascer...
O poema acima - da minha mana mais que amiga Gláu - é perfeito para hoje e para todos os dias.
Quem me conhece sabe o quanto eu gosto de dizer, o quanto eu gosto de expressar em gestos, palavras e atitudes os sentimentos pelas pessoas que tocam meu coração. E o tempo é agora! Enquanto elas estão aqui, enquanto elas podem ouvir, enquanto podemos sorrir - ou chorar - juntas, enquanto o coração bater...
Que os "Eu te amo" sejam ditos enquanto puder haver um abraço e que as flores sejam entregues diretamente nos braços de quem se ama e deseja agradar.
E por falar em flores, se quiser, leia o que penso sobre elas aqui.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Blogagem Coletiva - "Abre Aspas II"


É a primeira vez que participo de uma Blogagem Coletiva e agradeço à Lunna pela oportunidade.

Como a proposta hoje é postar poemas de poetas não muito conhecidos, escolhi uma das minhas poetisas preferidas da atualidade: Gláucia Carvalho (foto ao lado).

Cantora e compositora de Brasília, é uma das minhas amigas-irmãs. Nasceu em 12/08/1968. É mãe de Murilo e Luísa. Filha de Onésimo e Gercira. Irmã de Rogério, Claudinha (que já se foi, mas que ficou pra sempre) e Rodrigo. Amiga de muitos; de todos que a ela se chegam. Quem quiser saber como a vejo, pode ler aqui.

Apesar de não ter livro publicado, foi com certa dificuldade que escolhi o poema abaixo (por serem tantos que já escreveu e tantos que amo). Espero que gostem!

********************

Gente

Gente que se vai, gente que se foi

Tantos que passaram e quantos tantos passarão

Pela vida, pela estrada, por caminhos meus

Uns com jeito de até logo, outros num adeus

Como eu já perdi, ou como já ganhei, se eu fui bem mais

Que um a mais nas vidas que passei

Que levaram um pouco, ou muito do que ofereci

Digitais ou dígitos na hora de partir

Gente é sempre igual, carência, sonho, sensação

E nada compra, mede, impede, sua grande aspiração

De querer ser mais que um, de ser um nome para alguém

E eu posso ser um marco bom

Ou uma grande cicatriz

Se eu contribuo, bem ou mal

Se vão num adeus, ou pedem “bis”

(Gláucia Carvalho)

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

A Saudade Mata A Gente...


Hoje faz dois anos que minha querida amiga Claudinha Carvalho foi levada pelo Senhor. As lágrimas se fazem mais grossas, mas a saudade é a mesma. O texto abaixo foi escrito pela Gláu, no ano passado, quando esteve na beira de uma praia, onde Claudinha gostaria de ter vivido sua vida. Sabemos que hoje ela está num lugar incomparavelmente melhor! E é para lá que os que têm Jesus como Salvador estão indo também! Ela apenas chegou primeiro do que nós. Mas como diz a Gláu sempre: “a saudade mata a gente, morena..."

Parece que foi ontem,
Parece que é agora,
Como se é aqui, como se era outrora...
As junções das dores dela nas minhas,
A libertação dela na minha,
A alegria da vinha...Da vinda! Do vinho...
Do reencontro, do momento em que sou eu!
Os caminhos que me trazem aqui,
Terra santa, criada por Deus,
São a certeza da máxima nesta vida:
Tudo se converge para Ele!
Os que são d'Ele, os que não são,
Os sonhos meus!

(Gláucia Carvalho)

sábado, 19 de janeiro de 2008

ManAmiga

Quando ela chega, o sol inunda o lugar.
Mesmo que esteja entre as nuvens do chorar.
Quem a conhece, não esquece!
Sua presença aquece o coração
De quem sabe o que é ser amigo
De quem vê na amizade
Não um negócio, mas abrigo.
Minha mana mais que mana
Mistério de amizade nascida
Antes de sermos uma para a outra;
Antes de sermos conhecidas...
Porque Deus assim escreveu
Desde antes, muito antes:
“Vão ser amigas-irmãs, essas meninas”.
Ela e eu!

(Nane - 18/01/2008)

Ah! Como é bom ter amigos para amar e por eles ser amada! O poema acima é dedicado a alguém muito especial que entrou na minha vida para trazer só alegria: minha mana Crixxxzzz, minha amiga Cristininha. Com ela, sou quem eu sou não quem eu acho que tenho que ser. Com ela, meus sorrisos são mais... são gargalhadas. Com ela, minhas lágrimas correm soltas, sem medo de cair. Amiga e irmã por opção... de Deus! Foi Ele quem nos deu uma à outra e a Deus eu sou grata por mais um ano de vida que Ele deu a esse presente em forma de gente!
"Tiamuti, mana!"

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Como Dói A Dor Da Saudade...



Queria ter vindo aqui no dia 1º, ainda na euforia dos fogos de artifício e embalada pelos abraços que sempre acompanham o nascer de um novo ano.

Mas não deu para vir antes de hoje e, por isso, as palavras de agora não são de Feliz 2008 (ainda que seja esse o meu desejo para todos que estejam lendo) e nem meu abraço é do tipo efusivo...

Ontem e hoje estou vivendo um sentimento bíblico, lindamente expresso numa pequena canção do grupo Vencedores Por Cristo, cuja letra diz o seguinte: "Ame ao Senhor com todo o seu coração; com toda a força e razão; com todo o seu desejar. Ame ao seu próximo como se fosse você; como se a dor que ele sente fosse a que sente você... Ame ao seu próximo como se fosse você; como se a dor que ele sente doesse mais em você".

Ontem fez 1 ano que faleceu o pai de uma amiga mais chegada que irmã. Hoje, também faz 1 ano que Deus chamou para Si o filhinho de outra querida amiga do coração. Crixxxzzz e Ruby são os nomes das minhas manas mais que amadas. Adenyr e Matheus (o querido Tetheus), os nomes dos amados que partiram.

O que falar em momentos como este? Acho que todos nós nos perguntamos quando enfrentamos esse tipo de ocasião. Mas não há palavras realmente. Esqueça-as. Elas não confortam, não trazem de volta, não apagam da memória as noites mal-dormidas e o sofrimento no rosto de quem se ama.

O conforto para esta e tantas outras situações que dóem n'alma vem apenas dAquele, cuja mente perfeita preparou este momento - não tão oportuno para a nossa mente limitada - e cujas mãos são as únicas que têm o afago certo para as horas incertas.

Pensando nisso e lembrando de momentos semelhantes (nunca iguais... pois cada um é único), encontrei palavras. Não... na verdade, elas me encontraram! No meio do deserto das letras, Deus inspirou meu desabafo. Sim... não são palavras para consolar; apenas para ratificar que elas não existem e que o consolo está em ter fé nAquele que existe desde sempre e que de nós não desiste, mesmo quando a dor parece grande demais para crer nessa Verdade:

"Ô dor que dói... essa dor da saudade!
Dor que aperta, que maltrata
e que só se acerta quando Deus mesmo trata...
Quando o coração moído, dilacerado,
é por Jesus reconstruído, com amor e cuidado...
Quando a lágrima insiste em voltar a ser pranto
e encontra seu porto no Espírito Santo...
Ô dor que dói... essa dor da saudade!
É dor que não passa... parece que aumenta!
E quem diz que o tempo é remédio
não sabe que é do tempo que essa dor se alimenta.
Mas, ah... como é bom ter a paz que ninguém entende,
mas que se sente mesmo na dor da saudade,
quando se tem comunhão plena com a divina Trindade!"
(Nane - 07/01/08)

*Na foto, Matheus e Ruby. Para mim, um quadro dos mais belos. Amo vê-los olhando o horizonte, admirando o céu, onde Tetheus e tio Adenyr (pai da Cristininha) apenas chegaram antes... A propósito, você tem essa mesma certeza de que está caminhando para lá?

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Amigas Para Sempre!


“Sem perceber
Devagar você entrou na minha vida;
Conquistou o seu espaço dia-a-dia.
Entrou no meu coração e ali ficou.
Você mostrou
Que amizade é muito mais que um sentimento;
Partilhou comigo bons e maus momentos;
Mesmo longe, seu carinho perto está.

Amigas, sim... para sempre vamos ser;
Com o coração se vê, quando um amigo longe está.
Amigas, sim... e amigas pra valer.
Sentimento que não há um outro igual.
Minha amiga, você é especial!

Amigos são
Como estrelas numa noite sem luar:
Trazem luz quando é difícil caminhar;
E pra mim você tem brilho sem igual.
Distâncias não
São barreiras para amigas como nós.
Seu sorriso, seu abraço, sua voz
Estão na memória e vão permanecer.

Amigas, sim... sem o amanhã temer;
A distância não se vê quando o pensamento é um.
Amigas, sim... mais chegadas que irmãs.
Amizade que traduz o amor real.
Minha amiga, você é especial.”


(Nane, 1995)


Fiz este poema, pensando em amigos que nem sempre estão por perto geograficamente, mas sempre estarão perto da minha história, da minha vida. O original está no masculino (para abranger amigos e amigas), mas neste post está no feminino, pois é dedicado a quatro amigas que traduzem com o amor e a amizade que dedicam a mim o que tentei colocar no papel um dia...
Amígola Gláu, Crixxxzzz, Ruby e Jack: AMO VOCÊS!! A saudade aumentou depois do fds de novembro, em Santo André!!

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

De Repente... Gláucia


De repente ela canta,
E seu canto ecoa
Por todos os cantos
E assim ela voa...
Voa longe, distante
E percorre, errante,
Ouvidos e mentes...
Com traços marcantes,
Transforma sementes
Em lindos compassos,
Em [e]ternos abraços
De repente... num instante

De repente ela é musa,
Num repente é amiga
As palavras... não usa
Sempre as junta em cantiga
Planta amor e carinho
Como flores num horto
Corações são seu ninho
E o seu oferece de porto
Onde tantos e vários
De muitos lugares
Passam horas, meses, anos
Sem querer voltar pros mares.

Numa dessas marés
Que a vida nos apresenta
Aportei no seu coração
Se era maré mansa ou violenta...
Isso... lembro não
Só sei que depois que aparece
Ela começa a fazer falta
É que ela é amiga que aquece
Na maré baixa... na maré alta
Até se não tem maré...
Como faz falta essa menina
Que quando chega... Já É!

Mais chegada que irmã,
Em hora incerta, é ombro certo
Faz da noite, clara manhã
Amiga de alma, de longe, de perto.
Porque perto ela permanece
Mesmo se distante do olhar
De qualquer geografia se esquece
Quando o assunto é amar.
Irmã dos braços dos amigos
Menina dos olhos de Deus
Amiga dos recentes, dos antigos
A todos ela chama de seus.
E de repente ela canta
E não tem quem também não cante
Porque sua música - divina - encanta...
De repente... num instante

Nane (tarde de 12-08-06, niver da Gláu)

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Ela Voltou Para O Céu

Na sexta-feira passada (09/02), seria o aniversário da Claudinha, uma amiga-mais-que-irmã. Mas no dia 12/09/06, bem cedinho, Deus chamou-a para Si e Claudinha voltou para o céu.
Há alguns anos ela vinha sofrendo com sérios problemas de saúde e nos seus últimos dias a situação piorou muito.
Apesar do sofrimento, ela não vivia se queixando. Com alegria e meiguice contagiantes, mantinha-se firme e inabalável na fé em Cristo, dando um lindo testemunho para os que a conheciam, mesmo que só virtualmente.
Mas por que estou postando esta mensagem aqui, meses depois da sua morte, se a maioria que for ler, talvez sequer saiba quem foi - e é - a Claudinha?
Porque vivemos num tempo em que pouco se tem tempo para investir nas pessoas. E quando se investe, espera-se, quase sempre, um retorno lucrativo, numa expectativa egoísta. Um tempo em que quando o olho não vê, o coração deixa de sentir...
Por isso, resolvi escrever. Porque acredito que as palavras, quando não são apenas um texto, mas reflexo do que se vive, podem fazer diferença. Escrevi, também, pra mostrar que amor sem interesse e sem barreiras não é coisa do passado, nem utopia literária. Mas para que ele aconteça, é preciso amar apesar de nós e dos nossos defeitos; apesar das distâncias e dos falsos conceitos. Apesar da falta de tempo e das circunstâncias!
E as circunstâncias não foram muito favoráveis para mim e pra Claudinha. Mesmo que na história de ambas nossos nomes estejam gravados, foi em geografias diferentes que cultivamos o amor, primeiro por Deus pensado.
Claudinha foi exemplo de vida e na minha vida será sempre uma lição. Lição de afeto, de generosidade, de sorriso que permanece nos lábios de quem padece, se em Deus esse alguém confia... suas lágrimas, sua alegria.
Pode ser que ao ler o que aqui está escrito alguém aproveite um pouco do muito que a Claudinha semeou. Por isso, escrevi este texto (que originalmente foi enviado por e-mail). Apenas pra compartilhar. Não é corrente, não dá dinheiro; o intuito é abençoar. Pois a vida dessa amiga (mais que amiga, uma irmã) foi uma bênção a cada dia, como o orvalho da manhã.
Quem a conheceu e sabia das dores que ela sentia, reconhece que agora a Claudinha está melhor. O sofrimento não mais existe. No lugar, apenas saudade e uma tristeza meio egoísta - confesso - de saber que não daremos aqui o abraço que planejamos, nem veremos juntas os filmes que tantas vezes comentamos.
Mas a tristeza não é revolta com Deus e com o fato; é apenas humano lamento; é sentimento de falta...
E a tristeza da saudade, com certeza, Deus entende. Creio mesmo que vem dEle a lágrima que insiste em não cair só... pois foi nEle que demos o laço e que, hoje, de tão apertado, na garganta dá esse nó.