segunda-feira, 13 de agosto de 2007

De Repente... Gláucia


De repente ela canta,
E seu canto ecoa
Por todos os cantos
E assim ela voa...
Voa longe, distante
E percorre, errante,
Ouvidos e mentes...
Com traços marcantes,
Transforma sementes
Em lindos compassos,
Em [e]ternos abraços
De repente... num instante

De repente ela é musa,
Num repente é amiga
As palavras... não usa
Sempre as junta em cantiga
Planta amor e carinho
Como flores num horto
Corações são seu ninho
E o seu oferece de porto
Onde tantos e vários
De muitos lugares
Passam horas, meses, anos
Sem querer voltar pros mares.

Numa dessas marés
Que a vida nos apresenta
Aportei no seu coração
Se era maré mansa ou violenta...
Isso... lembro não
Só sei que depois que aparece
Ela começa a fazer falta
É que ela é amiga que aquece
Na maré baixa... na maré alta
Até se não tem maré...
Como faz falta essa menina
Que quando chega... Já É!

Mais chegada que irmã,
Em hora incerta, é ombro certo
Faz da noite, clara manhã
Amiga de alma, de longe, de perto.
Porque perto ela permanece
Mesmo se distante do olhar
De qualquer geografia se esquece
Quando o assunto é amar.
Irmã dos braços dos amigos
Menina dos olhos de Deus
Amiga dos recentes, dos antigos
A todos ela chama de seus.
E de repente ela canta
E não tem quem também não cante
Porque sua música - divina - encanta...
De repente... num instante

Nane (tarde de 12-08-06, niver da Gláu)

Um comentário:

Cristine disse...

Oi Nane !!

Você escreve tão bem ... acho que por ter essa "alma" de poeta é que todos os seus textos - até mesmo os mais simples, escritos na correria do Orkut - tocam a alma lá no fundo ...

Gostei de todos os postes que eu li, mas o meu preferido foi o das estrelas.
Se é que é possível ter algum preferido ... difícil escolha !

Espero que sua meta de postar mais se concretize, afinal você deve ter muitas coisas a dizer ainda !

Um beijo enorme e um abraço de urso para você ;D
Cris.