quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Sou Azul

Sou azul. Sempre azul!
Às vezes, azul clarinho; outras vezes, sou marinho.
Afinal, gente, todos temos dias de nuances diferentes.
Mas, para mim, ser azul é fundamental.
Azul do céu, azul do mar...
E mesmo se "estou" outra cor, não demoro a azular.
Mas ser azul não é ser restrito, sem aceitar misturas lindas;
As outras cores são sempre muito bem-vindas.
Contemple o azul do mar como se deixa esverdear.
E o azul do céu, então? Quanta profusão!
Olhe como o azul de lá recebe o sol ou dele se despede...
As cores se chegam e ele cede... Nunca está sozinho!
Tem sempre um vermelho, um laranja, um amarelinho...
Sem falar no espetáculo natural mais bem produzido do mundo:
O arco-íris multicolorido, de significado profundo!
Mas mesmo sem opção – tanto no céu quanto no mar –,
O azul recebe cores que, na verdade, nem queria não:
São os pretos, cinzas e marrons – (e)feitos de poluição.
Não sei se todos têm cor. Só sei que eu sou azul...
No acalanto e no lamento. Azul no riso, no sofrimento.
Rosa azul, a lendária.
Borboleta azul, a viajante.
Menina azul, a imaginária.
Amiga azul, a de perto ainda que distante.
Sabendo ou não o porquê, sou azul!
E você?

(Nane - 14/12/07)

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Amigas Para Sempre!


“Sem perceber
Devagar você entrou na minha vida;
Conquistou o seu espaço dia-a-dia.
Entrou no meu coração e ali ficou.
Você mostrou
Que amizade é muito mais que um sentimento;
Partilhou comigo bons e maus momentos;
Mesmo longe, seu carinho perto está.

Amigas, sim... para sempre vamos ser;
Com o coração se vê, quando um amigo longe está.
Amigas, sim... e amigas pra valer.
Sentimento que não há um outro igual.
Minha amiga, você é especial!

Amigos são
Como estrelas numa noite sem luar:
Trazem luz quando é difícil caminhar;
E pra mim você tem brilho sem igual.
Distâncias não
São barreiras para amigas como nós.
Seu sorriso, seu abraço, sua voz
Estão na memória e vão permanecer.

Amigas, sim... sem o amanhã temer;
A distância não se vê quando o pensamento é um.
Amigas, sim... mais chegadas que irmãs.
Amizade que traduz o amor real.
Minha amiga, você é especial.”


(Nane, 1995)


Fiz este poema, pensando em amigos que nem sempre estão por perto geograficamente, mas sempre estarão perto da minha história, da minha vida. O original está no masculino (para abranger amigos e amigas), mas neste post está no feminino, pois é dedicado a quatro amigas que traduzem com o amor e a amizade que dedicam a mim o que tentei colocar no papel um dia...
Amígola Gláu, Crixxxzzz, Ruby e Jack: AMO VOCÊS!! A saudade aumentou depois do fds de novembro, em Santo André!!

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

De Repente... Gláucia


De repente ela canta,
E seu canto ecoa
Por todos os cantos
E assim ela voa...
Voa longe, distante
E percorre, errante,
Ouvidos e mentes...
Com traços marcantes,
Transforma sementes
Em lindos compassos,
Em [e]ternos abraços
De repente... num instante

De repente ela é musa,
Num repente é amiga
As palavras... não usa
Sempre as junta em cantiga
Planta amor e carinho
Como flores num horto
Corações são seu ninho
E o seu oferece de porto
Onde tantos e vários
De muitos lugares
Passam horas, meses, anos
Sem querer voltar pros mares.

Numa dessas marés
Que a vida nos apresenta
Aportei no seu coração
Se era maré mansa ou violenta...
Isso... lembro não
Só sei que depois que aparece
Ela começa a fazer falta
É que ela é amiga que aquece
Na maré baixa... na maré alta
Até se não tem maré...
Como faz falta essa menina
Que quando chega... Já É!

Mais chegada que irmã,
Em hora incerta, é ombro certo
Faz da noite, clara manhã
Amiga de alma, de longe, de perto.
Porque perto ela permanece
Mesmo se distante do olhar
De qualquer geografia se esquece
Quando o assunto é amar.
Irmã dos braços dos amigos
Menina dos olhos de Deus
Amiga dos recentes, dos antigos
A todos ela chama de seus.
E de repente ela canta
E não tem quem também não cante
Porque sua música - divina - encanta...
De repente... num instante

Nane (tarde de 12-08-06, niver da Gláu)

domingo, 17 de junho de 2007

Minhas Lágrimas São Palavras


Desaprendi a dizer...
O meu momento é verter
lágrimas... são minhas palavras
tão profusas, tão confusas
que não tento entendê-las
Espero que ao vertê-las
não precise das palavras...
de dizê-las.

Nane (junho/2007)

Deus recolhe as minhas lágrimas no odre dEle, pois elas já estavam escritas no Seu Livro (cf. Sl. 56:8)

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Estrelas

"De vez em quando, as noites são escuras;

sem estrelas.

Mas elas estão sempre lá.

É que nem toda noite dá pra vê-las...

De vez em noite, estrelas aparecem...

no "quando"...

Hoje, quando percebi, vi estrelas...

E nem o céu eu estava olhando."

(Nane - 08/05/07)