sábado, 19 de janeiro de 2008

ManAmiga

Quando ela chega, o sol inunda o lugar.
Mesmo que esteja entre as nuvens do chorar.
Quem a conhece, não esquece!
Sua presença aquece o coração
De quem sabe o que é ser amigo
De quem vê na amizade
Não um negócio, mas abrigo.
Minha mana mais que mana
Mistério de amizade nascida
Antes de sermos uma para a outra;
Antes de sermos conhecidas...
Porque Deus assim escreveu
Desde antes, muito antes:
“Vão ser amigas-irmãs, essas meninas”.
Ela e eu!

(Nane - 18/01/2008)

Ah! Como é bom ter amigos para amar e por eles ser amada! O poema acima é dedicado a alguém muito especial que entrou na minha vida para trazer só alegria: minha mana Crixxxzzz, minha amiga Cristininha. Com ela, sou quem eu sou não quem eu acho que tenho que ser. Com ela, meus sorrisos são mais... são gargalhadas. Com ela, minhas lágrimas correm soltas, sem medo de cair. Amiga e irmã por opção... de Deus! Foi Ele quem nos deu uma à outra e a Deus eu sou grata por mais um ano de vida que Ele deu a esse presente em forma de gente!
"Tiamuti, mana!"

domingo, 13 de janeiro de 2008

A Um Amigo Recente Que Se Fez Antigo


Foi num dia de verão que nem tava tão quente...
Esse menino apareceu, assim, de repente.
E num instante fez-se eterno
Com seu olhar sincero e terno
Desmontou paradigmas virtuais
Despertou sentimentos reais
Desses que não se compram em lojas
Desses que se doam em laços
E se aprofundam em abraços
Trocados mesmo em pensamentos
Antes do toque dos braços
Antes do ataque dos ventos
Assim ele foi ficando
Foi semeando, cativando
E mesmo quando o verão passar
O que ele plantou não vai murchar
Pois o que se planta com emoção,
É como as flores do campo e os baobás:
Permanecem em qualquer estação.
(Nane - feveveiro/2007)
Gosto de homenagear pessoas com palavras. Mas gosto de fazer enquanto há vida; enquanto há dias pra se viver. Homenagens póstumas podem ser bonitas, válidas, mas quem mais precisava ouvi-las talvez nunca tenha sentido sequer o calor do abraço de quem o homenageou.
O poema acima foi escrito apenas 1 mês após conhecer Leri Machado (músico talentoso, baixista dos melhores, amigo "Pequeno Príncipe", coração maior do que o peito). Publico aqui o que o homenageado já leu há 1 ano simplesmente para que mais pessoas continuem acreditando que há, sim, sentimentos reais e verdadeiros em meio aos engarrafamentos caóticos da vida (real ou virtual)!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Como Dói A Dor Da Saudade...



Queria ter vindo aqui no dia 1º, ainda na euforia dos fogos de artifício e embalada pelos abraços que sempre acompanham o nascer de um novo ano.

Mas não deu para vir antes de hoje e, por isso, as palavras de agora não são de Feliz 2008 (ainda que seja esse o meu desejo para todos que estejam lendo) e nem meu abraço é do tipo efusivo...

Ontem e hoje estou vivendo um sentimento bíblico, lindamente expresso numa pequena canção do grupo Vencedores Por Cristo, cuja letra diz o seguinte: "Ame ao Senhor com todo o seu coração; com toda a força e razão; com todo o seu desejar. Ame ao seu próximo como se fosse você; como se a dor que ele sente fosse a que sente você... Ame ao seu próximo como se fosse você; como se a dor que ele sente doesse mais em você".

Ontem fez 1 ano que faleceu o pai de uma amiga mais chegada que irmã. Hoje, também faz 1 ano que Deus chamou para Si o filhinho de outra querida amiga do coração. Crixxxzzz e Ruby são os nomes das minhas manas mais que amadas. Adenyr e Matheus (o querido Tetheus), os nomes dos amados que partiram.

O que falar em momentos como este? Acho que todos nós nos perguntamos quando enfrentamos esse tipo de ocasião. Mas não há palavras realmente. Esqueça-as. Elas não confortam, não trazem de volta, não apagam da memória as noites mal-dormidas e o sofrimento no rosto de quem se ama.

O conforto para esta e tantas outras situações que dóem n'alma vem apenas dAquele, cuja mente perfeita preparou este momento - não tão oportuno para a nossa mente limitada - e cujas mãos são as únicas que têm o afago certo para as horas incertas.

Pensando nisso e lembrando de momentos semelhantes (nunca iguais... pois cada um é único), encontrei palavras. Não... na verdade, elas me encontraram! No meio do deserto das letras, Deus inspirou meu desabafo. Sim... não são palavras para consolar; apenas para ratificar que elas não existem e que o consolo está em ter fé nAquele que existe desde sempre e que de nós não desiste, mesmo quando a dor parece grande demais para crer nessa Verdade:

"Ô dor que dói... essa dor da saudade!
Dor que aperta, que maltrata
e que só se acerta quando Deus mesmo trata...
Quando o coração moído, dilacerado,
é por Jesus reconstruído, com amor e cuidado...
Quando a lágrima insiste em voltar a ser pranto
e encontra seu porto no Espírito Santo...
Ô dor que dói... essa dor da saudade!
É dor que não passa... parece que aumenta!
E quem diz que o tempo é remédio
não sabe que é do tempo que essa dor se alimenta.
Mas, ah... como é bom ter a paz que ninguém entende,
mas que se sente mesmo na dor da saudade,
quando se tem comunhão plena com a divina Trindade!"
(Nane - 07/01/08)

*Na foto, Matheus e Ruby. Para mim, um quadro dos mais belos. Amo vê-los olhando o horizonte, admirando o céu, onde Tetheus e tio Adenyr (pai da Cristininha) apenas chegaram antes... A propósito, você tem essa mesma certeza de que está caminhando para lá?

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Sou Azul

Sou azul. Sempre azul!
Às vezes, azul clarinho; outras vezes, sou marinho.
Afinal, gente, todos temos dias de nuances diferentes.
Mas, para mim, ser azul é fundamental.
Azul do céu, azul do mar...
E mesmo se "estou" outra cor, não demoro a azular.
Mas ser azul não é ser restrito, sem aceitar misturas lindas;
As outras cores são sempre muito bem-vindas.
Contemple o azul do mar como se deixa esverdear.
E o azul do céu, então? Quanta profusão!
Olhe como o azul de lá recebe o sol ou dele se despede...
As cores se chegam e ele cede... Nunca está sozinho!
Tem sempre um vermelho, um laranja, um amarelinho...
Sem falar no espetáculo natural mais bem produzido do mundo:
O arco-íris multicolorido, de significado profundo!
Mas mesmo sem opção – tanto no céu quanto no mar –,
O azul recebe cores que, na verdade, nem queria não:
São os pretos, cinzas e marrons – (e)feitos de poluição.
Não sei se todos têm cor. Só sei que eu sou azul...
No acalanto e no lamento. Azul no riso, no sofrimento.
Rosa azul, a lendária.
Borboleta azul, a viajante.
Menina azul, a imaginária.
Amiga azul, a de perto ainda que distante.
Sabendo ou não o porquê, sou azul!
E você?

(Nane - 14/12/07)

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Amigas Para Sempre!


“Sem perceber
Devagar você entrou na minha vida;
Conquistou o seu espaço dia-a-dia.
Entrou no meu coração e ali ficou.
Você mostrou
Que amizade é muito mais que um sentimento;
Partilhou comigo bons e maus momentos;
Mesmo longe, seu carinho perto está.

Amigas, sim... para sempre vamos ser;
Com o coração se vê, quando um amigo longe está.
Amigas, sim... e amigas pra valer.
Sentimento que não há um outro igual.
Minha amiga, você é especial!

Amigos são
Como estrelas numa noite sem luar:
Trazem luz quando é difícil caminhar;
E pra mim você tem brilho sem igual.
Distâncias não
São barreiras para amigas como nós.
Seu sorriso, seu abraço, sua voz
Estão na memória e vão permanecer.

Amigas, sim... sem o amanhã temer;
A distância não se vê quando o pensamento é um.
Amigas, sim... mais chegadas que irmãs.
Amizade que traduz o amor real.
Minha amiga, você é especial.”


(Nane, 1995)


Fiz este poema, pensando em amigos que nem sempre estão por perto geograficamente, mas sempre estarão perto da minha história, da minha vida. O original está no masculino (para abranger amigos e amigas), mas neste post está no feminino, pois é dedicado a quatro amigas que traduzem com o amor e a amizade que dedicam a mim o que tentei colocar no papel um dia...
Amígola Gláu, Crixxxzzz, Ruby e Jack: AMO VOCÊS!! A saudade aumentou depois do fds de novembro, em Santo André!!